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Aceite a derrota

  • Foto do escritor: Itamar Bonifácio
    Itamar Bonifácio
  • 20 de fev. de 2019
  • 3 min de leitura

Dentro de cada ser humano, brota uma sensação de que somos incríveis. Essa sensação é alimentada por todos os lados: família, escola, emprego, mídia, política, religião, etc. Porém, esse bombardeio nos leva a crer que nós temos que ser incríveis em todos os aspectos.


Caí na real, no mundo existem de 7 bilhões de seres humanos, não tem a menor condição de que todos são incríveis. Se todos são incríveis, eles deixariam de ser incríveis e todos passariam a ser medianos.

Temos essa busca incessante em sermos os melhores em tudo que fazemos, mas a realidade é que até temos atividades que são incríveis, mas na maioria do tempo, somos médios ou ruins nas demais atividades. Na verdade, não somos especialistas em mais de 95% das nossas atividades.


O ruim dessa situação é que criamos padrões de vida irreais e inatingíveis.

Ser um excelente pai não será tarefa fácil se você tem que ser um excelente profissional, um excelente filho, um excelente executivo, ter uma saúde excelente, entre outras excelências.

A busca pela vida excelente demanda uma grande energia e uma capacidade ainda maior de lidar com as frustrações. Um soldado que não se prepara para guerra porque estava estudando para faculdade, certamente não irá se formar por um motivo simples: ele vai morrer na guerra.



Nossa energia física, psicológica, emocional e espiritual é limitada.

Sabemos desde cedo que para cada escolha, temos que arcar com a decepção do que recusamos. Aquela pergunta sempre irá aparecer nos piores momento, quando estivermos cansados e fracos na busca da nossa excelência, nos perguntaremos: E SE EU TIVESSE ESCOLHIDO A OUTRA OPÇÃO???


A frustração da resposta inconsciente, tirará 80% da nossa energia de produção. E a frustração tem um poder de multiplicação exponencial. Em pouco tem, o desânimo, a irritação, a impotência nos toma por completo.


Os “Grandes Gurus da autoajuda”, pregam que você nasceu para ser feliz e poderoso. Que você pode fazer o que quiser, quando quiser. Fala sério? Se isso fosse verdade, não teríamos tantas pessoas com depressão, cometendo suicídios, e outras loucuras.


Não estou dizendo que somos todos um grande fracasso. Podemos sim ser uma pessoa melhor naquilo que desejamos, desde que seja exequível. Já reparou nas postagens do Facebook e no Instagram? As pessoas tiram fotos de comidas e lugares maravilhosos. Sempre junto de pessoas bonitas e felizes. Ou ainda, fazendo algo que demonstre seu altruísmo.


Se analisarmos de outro aspecto, vamos ter a sensação de que as legendas seriam assim: Olhem como eu tenho bom gosto! Vejam como eu estou feliz! Estou fazendo parte de uma ação beneficente, etc.



Acredito que não precisamos ser espetaculares e nem tampouco sermos medíocres. Basta que sejamos realistas com a nossa própria situação. Sonhos são ótimos, desde que transformados em objetivos atingíveis. Um bom começo é fazer uma análise de como a nossa vida está, para depois decidirmos para onde ir. Não adianta fazer uma boa ação se eu preciso contar pra todo mundo. Não adianta pregar a paz mundial e continuar ignorando aquela pessoa que pede dinheiro no farol. O mesmo vale quando queremos passar naquele concurso público e temos preguiça de estudar, e ainda colocamos a culpa na matemática “Eu nunca fui bom em matemática”.


É difícil aceitar, mas seremos derrotados em muitos aspectos. Boa parte dessa derrota é culpa exclusiva nossa. Muitas vezes deixamos de tentar por medo de não conseguir, por medo de não agradar as pessoas,por acreditar que algo mágico vai acontecer e tudo vai dar certo, etc. Quando conseguirmos aceitar a derrota, estaremos prontos para tentar de novo sem o medo de falhar.


Tenha fé, mas tome atitudes. Estude, mas não enlouqueça. Ame, mas não se iluda.


Recomendo esse episódio do ResumoCast...



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